Espírito Santo: terceira pessoa divina? – Parte 2

 

Continuando a minha reflexão do post anterior… Vamos à tese paulina.

 

3. A tese paulina e a Igreja

 

            Alguns desavisados poderiam ser enganados com o malabarismo de Gordon D. Fee em seu God´s Empowering Presence – The Holy Spirit in the letters of Paul (1994, p. 15-24), em que procura explicar que as diferenças no grego entre “o” e “um” Espírito Santo não afetam a doutrina da trindade. Em primeiro lugar, Fee se esquece de analisar os Evangelhos; em segundo, as cartas de Paulo defendem uma tese clara, e que respalda os argumentos de Fee.

Em Rm 8:11, Paulo defende a tese de que o mesmo Espírito de Deus que habitou em Jesus também habita em nós. Tese, como vimos, não compartilhada pela linguagem dos Evangelhos. Essa foi a tese adotada pela Igreja.

Não obstante, como se percebe ainda em Rm 8:9, em nenhum momento Paulo expõe a tese de que fala de uma terceira pessoa divina. Ele fala do Espírito de Deus que habitou em Jesus e agora pode habitar no homem.

A partir do trecho escrito por Paulo em 2Co 13:13, a Igreja forçou a tese que queria: ganhar poder (com a tese paulina em Rm 8:11) e adaptar o Cristianismo à cultura da época (invenção da Trindade). Tudo pode não passar de uma grande confusão. Todavia, atendia aos interesses institucionais dos cristãos que desejavam ser universais (“católicos”).

Há uma forte influência do platonismo em Paulo (doutrina da separação entre matéria e espírito, desconhecida dos judeus). 1Co 5:3 deixa isso evidente: para Paulo, era possível alguém estar ausente em matéria e presente em espírito, o que seria estranho para os judeus tradicionais, mas possível àqueles bem aculturados à filosofia grega (principalmente ao neoplatonismo, bastante em voga na época). Ora, se o Paulo matéria pode ser separado do Paulo espírito, o enunciado em 2Co 13:13 pode ser entendido da mesma forma: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amos de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, sejam com todos vós”. Deus é separado de Espírito de Deus, o que não deixa de ser uma separação legítima, uma vez que, no AT, Espírito de Deus estava sempre relacionado ao “agir” de Deus. Então, Paulo aqui separa Deus como amor e Deus como ação (dom que se obtinha via “comunhão”).  Ou seja, a saudação de Paulo pode ser assim interpretada, em face de tudo o que foi exposto até aqui: a graça de Jesus – que revoga a pesada lei mosaica e dá outro caminho de salvação –, o amor de Deus – por ter enviado Seu Filho e tornado o homem justificado por outro caminho que não a lei –, e a comunhão do Espírito Santo – por meio do qual Deus age no mundo, dando prosseguimento à Sua obra.

Sobre esse tópico, é ilustrativo o que diz The Dictionary of the Bible: “A trindade de pessoas dentro da unidade de natureza é definida em termos de ‘pessoa’ e de ‘natureza’, que são termos filosóficos gregos; na realidade, esses termos não aparecem na Bíblia. As definições trinitárias surgiram em resultado de longas controvérsias, em que estes termos e outros, tais como ‘essência’ e ‘substância’, foram erroneamente aplicados a Deus por alguns teólogos.” – (Nova Iorque, 1965, p. 899).

Essa doutrina seria, no século IV, sistematizada por Santo Agostinho (354-430): a História é a instância para o cumprimento do plano divino. A História, como já ensinou Marilena Chauí, passou a ser pensada como teofania, epifania, profecia e soteriologia. Ou seja, revelação de Deus no tempo, revelação da verdade divina no tempo, cumprimento da vontade de Deus no tempo e promessa de redenção no tempo. Jesus foi jogado na História, no tempo. Consumada a redenção, ele dá fim ao tempo, pois ele é, segundo o livro de Apocalipse, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Se deu fim ao tempo, deu fim à História. E o que sobrou, então? E aí vem o complemento dos primeiros padres: o plano divino está realizado na Igreja.

            Já que o tempo real não existe mais e só restam os tempos empíricos de nossas vidas individuais, ou seja, caminhamos lentamente para a morte num mundo que é obra finda e concluída, a Igreja torna-se a única instituição em que o tempo não corre. Só por meio da Igreja, Jerusalém Terrestre, as almas imortais dos mortais moribundos poderão participar da eternidade, o Reino de Deus, a Jerusalém Celeste. Com essa doutrina, a Igreja tomou o poder político. Bem, uma malandragem macunaímica também ajudou. Em 752 d.C., o papa Estevão II utiliza um documento falso de doação pelo qual Constantino, primeiro imperador romano cristão, teria cedido ao papa a cidade de Roma e metade do Império Romano do Ocidente. O Estado Pontifício passa a ter poder sobre os imperadores que, para serem reconhecidos, precisavam ser coroados pelo papa. A partir de 860, todo o aparato administrativo da Igreja é centralizado em Roma, que passa a agir como monarquia absolutista.

Historicamente, a idéia religiosa de Trindade teve origem na Trindade da Índia. No Hinduísmo, muito mais antigo que o Cristianismo, os deuses eram reconhecidos como manifestações de Brahma. Este, junto com Vishnu e Shiva, constituía Trindade Hindu (o Trimurti, ou os “três poderes”). Essa trindade hindu inspirou a trindade persa zoroastriana – Ahura Mazda, Ahima e Spenta Mainyu –, com a qual os judeus tiveram contato no exílio babilônico.

Há um trecho nas “Gathas”, de Zoroastro (hinos litúrgicos mais antigos que qualquer livro da Bíblia, provavelmente escritos entre os anos de 1500 a.C e 1000 a.C), que diz:

 

“Deus é Um; sagrado; bom; o criador de todas as coisas, tanto materiais como espirituais, através de seu Espírito Santo; a vida e o que dá a vida. Ele é bom porque é produtivo e faz com que tudo se desenvolva. Sua Unicidade, entretanto, é uma unidade na diversidade, uma vez que ele se manifesta sob vários aspectos; o Espírito Santo, através de quem Deus cria; o bom pensamento, através do qual inspira o profeta e santifica o homem; a verdade, a retidão, ou ordem cósmica (asha), pela qual mostra aos homens como se ajustarem ao cosmos pela honradez; a soberania através, através da qual regula a criação. Totalidade que é a plenitude de seu ser, a moralidade, pela qual derrota a morte […]”.

 

Ahura Mazda possuía um representante, o “Espírito Santo”, conhecido como “Spenta Mainyu”. Seu papel era exatamente aquele do Espírito Santo cristão, e teve influência na criação deste. Spenta Mainyu é a atividade auto-revelada de Ahura Mazda; ele é uma ponte entre o eterno e o temporal (entre a divindade e a humanidade). Ele é distinto de Ahura Mazda, mas é tão velho quanto ele, e sempre esteve nele e com ele. Mazda age no mundo por meio dele. Ele é uma espécie de continuador da obra da criação.

 

Em seguida, Platão incorporou a idéia de trindade à sua filosofia (de que deriva o Belo, o Bom e o Justo – A República: 509a-521d). A influência zoroastriana foi óbvia, quando ele estabeleceu equivalências entre o Sol e a idéia de Bem. Segundo o Nouveau Dictionnaire Universel: “A trindade platônica, que em si é meramente um rearranjo de trindades mais antigas, que remontam aos povos anteriores, parece ser a trindade filosófica racional de atributos que deram origem às três hipóstases ou pessoas divinas ensinadas pelas igrejas cristãs. O conceito deste filósofo grego (Platão, do 4.° século AEC ) sobre a trindade divina pode ser encontrado em todas as religiões pagãs antigas.” ( Paris, 1865-1870, editado por M. Lachâtre, Vol. 2, p. 1467).

O imperador Constantino I, que convocou o Concílio de Nicéia, era simpático dessas doutrinas religiosas e filosóficas. A proclamação do domingo como o dia mais sagrado da semana e o dia 25 de dezembro como o mais sagrado do ano vêm do Zoroastrismo. Essas datas têm significados solares: como o sol era o propiciador da luz e o fiel aliado de Mitra (o principal guerreiro de Ahura-Mazda na luta contra as forças das trevas), o seu dia (domingo – sun day) era o mais sagrado; e o dia 25 de dezembro era a data aproximada do solstício de inverno (marcava a volta do sol de sua longa viagem ao sul do equador). No último século a.C, o culto de Mitra foi introduzido em Roma, tornando-se, depois, o principal concorrente do Cristianismo.

            O imperador Diocleciano promoveu Mitra à categoria de deus do Império, identificando-o com o Sol Invictus. Depois, Constantino I também invocou a autoridade divina como base do seu absolutismo.

            A idéia de Trindade, portanto, fazia parte da cultura religiosa da época. A influência persa foi tão óbvia que até a estratégia política dos governantes persas (despotismo de direito divino, inventado por eles) foi copiada pelos imperadores romanos.

            Além disso, a idéia de um Espírito Santo como terceira pessoa divina também se adequava bem ao neoplatonismo. Filo de Alexandria (20 a.C – 40 d.C), um judeu helenizado, defendia que a atuação de Deus não podia ser direta, mas através de um Logos, ou seja, forças intermediárias entre Deus (espírito) e a matéria. Essas forças se apresentavam ora como propriedades de Deus, como idéias e pensamentos, ora como enviados executores das ordens de Deus. O Logos, em Filo, era concebido como algo separado de Deus, e o comparava à “palavra” (ou “verbo”): pois esta tem a um só tempo fisionomia sensível e significação inteligível. A influência dessa doutrina no NT é clara: João e Paulo compartilhavam dela. João chama Jesus de Logos em Jo 1:1, e usa a palavra parakletos (normalmente traduzida como “consolador”, mas cuja melhor tradução seria “intermediário”), para se referir ao Espírito de Deus (Jo 16:7) e ao próprio Jesus (1Jo 2:1).

            Não se sabe ao certo se o João que escreveu o Evangelho é o mesmo que escreveu a Epístola, mas é interessante observar que, na Epístola, o Espírito Santo é ignorado (ver 1Jo 1:3; 2:1; ver o sentido peculiar dado a “Espírito” em 3:24; 4:2-3 etc.). A fórmula usada pela Epístola de 1João 1:3 (“nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo”) é bem diferente da paulina, em 2Co 13:13.

            Como se percebe, o Espírito Santo foi erigido à condição de pessoa divina distinta – o que ligava perfeitamente a tese paulina à tradição religiosa e filosófica em voga no Império Romano da época – para dar maior autoridade para a Igreja (segundo o arranjo de Agostinho). E estamos falando de uma Igreja que não hesitava em incorporar elementos exógenos ao seu corpo doutrinário (como o domingo e o 25 de dezembro, que migraram para o “Mitra” do Cristianismo, Jesus Cristo)!

A “História” concebida por Santo Agostinho foi então facilmente apropriada pelas camadas dirigentes da Igreja e pelas classes dominantes. Ela criou impérios e déspotas. Não é coincidência o fato de o credo em torno do Espírito Santo ter se consolidado na época em que o Império Romano se cristianizava oficialmente.

Se qualquer padre ou pastor se encontrar em dificuldades para explicar a doutrina da Trindade, ele sempre se recorrerá ao infalível argumento do mistério. “É mistério de Deus!”, e aí não precisa explicar!

Dostoieviski, o brilhante escritor russo, dá uma bela ilustração a tudo isso. Em “Os irmãos Karamazov”, trecho mencionado por Philip Yancey, um Inquisidor estabelece uma acusação contra Jesus: rejeitando as três tentações no deserto (transformar pedra em pão, atirar-se do pináculo do templo e salvar-se e adorar a Satanás em troca de todos os reinos no mundo), Jesus perdeu o direito aos três grandes poderes que estavam à sua disposição: “milagre, mistério e autoridade”. O Inquisidor achava que Jesus deveria ter seguido o conselho de Satanás e realizado os milagres pedidos para aumentar a sua fama entre o povo. Devia ter recebido a oferta de autoridade e poder. Será que Jesus não percebeu que o povo desejava mais do que tudo adorar o que está inquestionavelmente estabelecido? “Em vez de tomar posse da liberdade dos homens, aumentaste-a, e queimaste o reino espiritual da humanidade com seus sofrimentos eternos. Desejaste o amor livre do homem, que ele te seguisse livremente, atraído e cativo por ti”. Ingenuidade? Ao resistir às tentações de Satanás de suprimir a liberdade humana, Jesus tornou-se difícil demais de ser aceito. A Igreja reconheceu o erro e o corrigiu, e tem-se apoiado no milagre, no mistério e na autoridade desde então.

           
4. Conclusão

 

Por todo o exposto, está mais do que demonstrado, bíblica e historicamente, que o Espírito Santo como uma terceira pessoa divina não passa de uma farsa, de uma incorporação exógena, e que, o mais importante, é totalmente dispensável na estrutura epistemológica da Bíblia. Nada muda na mensagem principal se for dado a ele o mesmo sentido que tem no AT. A doutrina do Espírito Santo é tão importante para a autoridade e poder da Igreja quanto a própria doutrina da Igreja (que derrubamos no post “Era vontade de Cristo criar a Igreja?”).

Os que crêem na Trindade, construíram a seguinte tese, com base em 1Co 12:3: Deus se revela pelo Filho, que Ele enviou a nós, e o Filho é revelado e confessado pelo Espírito Santo, que Deus enviou a nós em nome do Filho. Assim, ninguém poderia dizer que tem fé em Cristo senão por influência dessa terceira pessoa divina. Acho que isso afronta toda a mensagem de Cristo e a idéia de relacionamento direto criatura-Criador, anunciada, quando Jesus morre na cruz, na ilustração do véu rasgado de cima a baixo no Santo dos Santos do Templo de Herodes. Em Efésios 2:8, é dito que a fé é dom de Deus (“porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”). Ora, para que enfiar um neoplatonismo nisso? Para que criar um corpo intermediário, uma espécie de novo Logos, com vontade própria chamado Espírito Santo? Não há intermediários em Ef 2:8! E o que dizer do pobre salteador na cruz, ao lado de Jesus? E o que dizer de Pedro, que confessou Jesus como Senhor em Mt 16:17, e o próprio texto diz que foi revelação do Pai? Não confessaram eles que Jesus era o Senhor antes mesmo do envio do Espírito Santo? Essa doutrina trinitária esvazia o conceito de fé exposto em Hb 11:1.

Afronta até o “Ouve, ó Israel”, do AT (Dt 5:1; 9:1 etc.) – “a fé vem pelo ouvir”! The New Encyclopaedia Britannica diz: “Nem a palavra Trindade, nem a doutrina explícita, como tal, aparecem no Novo Testamento, e nem Jesus ou seus seguidores tencionaram contradizer o Shema do Velho Testamento: ‘Ouve, ó Israel: O Senhor, nosso Deus, é um só Senhor’ (Deut. 6:4). A doutrina desenvolveu-se gradualmente com o decorrer dos séculos, enfrentando muitas controvérsias. Por volta do fim do 4.° século a doutrina da Trindade tomou substancialmente a forma que desde então tem conservado.” (1976, Micropædia, Vol. X, p. 126).

Num derradeiro esforço, há os que ainda insistem em dizer que o NT fala do Espírito como uma terceira pessoa ao usar verbos em relação a ele que seriam ações próprias de pessoas. O exemplo mais citado é o “entristecer” (Ef 4:30). Só uma pessoa pode entristecer-se! Ora, então vamos às Lamentações 3:51 (“Os meus olhos entristecem a minha alma”) e a Ez 13:22 (“com falsidade entristecestes o coração do justo”): será que podemos considerar alma e coração, nessas passagens, como pessoas?! Esse tipo de argumento força demais: não é possível se criar uma teoria com base em argumentos desse nível!

Bem, calo-me por aqui, e os que ainda defendem ser o Espírito Santo uma terceira pessoa divina, não se esqueçam que ainda têm que responder às seguintes perguntas: por que, então, sendo tão importante, esse tema não foi desenvolvido e sistematizado na Bíblia, como a relação Pai-Filho foi? Por que Jesus nada falou sobre a Trindade? Por que Paulo, aquele que esposou toda a ciência dos Evangelhos, não doutrinou sobre o tema? Enfim, por que, sendo algo tão importante e fundamental para a doutrina bíblica, Deus não se preocupou em revelar?

Melhor mesmo é abrir o olho…

3 Respostas to “Espírito Santo: terceira pessoa divina? – Parte 2”

  1. Lucas Says:

    concordo com o que está escrito, entendi a essência até já comuniquei com vários outros que a trindade é um conceito teológico não existe uma explicação detalhada na bíblia.

    porém a presença do Espírito Santo creio que não deve ser questionada.

    Atos 9:17

    E Ananias foi, e entrou, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espiríto Santo.

    Não quero aqui discutir aqui a visão, a imposição das mão e nem o milagre mas isso E sejas cheio do Espírito Santo.

    a presença do Espírito Santo, no texto que está em João 14:26

    Mas aquele Consolador ( Advogado; ou Amparador), o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

    Logo a pessoa está cheia do Espírito significa que ela está inspirada plenamente pelo Espírito de Deus e o Santo significa inspiração separada proveniente do pecado e da carne.

    o Espírito é o que vivifica, o espírito é vivo e por ter Paulo falado: e não entristeceis o Espírito Santo significa que como uma criança ele deve ser cuidado, em um corpo também separado e em culto racional.

    Por isso podemos fazer menção ao que Jesus fala em João 6:63
    O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita, as palavras que eu vos disse são espírito e vida.

    As palavras ou seja sua doutrina sem fermento é espírito e vida. E essas palavras provêm de um Espírito Santo um espírito separado dos outros homens que apareceram na história.

    Em isaías 11: 2 nos diz:

    E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de Sabedoria e de Inteligência, e o Espírito de Conselho e de Fortaleza, e o Espírito de Conhecimento e de Temor do Senhor.

    Dando a entender que existem sete espíritos distintos, o mais distinto deles seria o Espírito do Senhor. Porque na bíblia encontramos muitas pessoas que receberam o espírito de sabedoria exemplos podemos citar em Exôdo 35:31 E o Espiríto de Deus o encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo artíficio.

    Também leva a uma reflexão a respeito do que está escrito em Apocalipse capítulo 1 verso 4:

    “João. às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e Paz seja convosco na parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão diante do seu trono;”

    Ora, dá entender então que o Espírito do Senhor pode capacitar a pessoa com outras virtudes ou dons, outros Espíritos distintos que vem de Deus.

    Mas a presença do Espírito do Senhor, vemos diferente em Saul, Davi, Moisés, e muitos profetas.

    Esse Espírito do Senhor é um espírito de líder, rei, guia, senhor, profetas espírito de ousadia.

    Então, leva entender que antes de Cristo, as pessoas tinha “acesso” a seis desses Espíritos a uma porção o Espírito do Senhor só era derramado sobre os escolhidos ou Ungidos.

    Em Cristo obtemos a plenitude o direito de obter esse consolador o espírito da verdade, que pode capacitar, que dá autoridade, e esse Espírito é único capaz de entender as profundezas de Deus.

    e em atos 3:16 vemos um descriçã de cura difeente das outras:

    E, pela fé nos eu nome, fez o seu nome, fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele, deu a este, na rpesença de todos vós, esta perfeita saúde.

    Quero frisar o seguinte: a fé que é por ele ( por seu nome ) deu a este,
    isso significa que aquele homem foi capacitado a acreditar no nome de Jesus que cura. Ora e o que o curou ? A palavra que Jesus disse: As palavras que eu vos digo são espírito e vida. Palavras provenientes de um Espírito Santo, que vem de Deus. E comprovamos que a fé desse homem veio Deus proveniente do Seu Espírito.

    Assim, vemos muita importância de Paulo nos falar dos frutos do Espírito e dos Dons. Mas João também nos fala de um outro espírito o espírito do anti cristo, que é todo espírito que não confessa Jesus Cristo. Um espírito que é oposto, que não confessa a Deus o contrário do Espírito de Deus que confessa a Deus.

    Esse espírito que irá operar isso será satanás ou opositor, não que ele vai estar em todas as pessoas mas ele corromperá o espírito (mente) do homem tornando assim a sua semelhança seguindo seu próprio pecado Isso está descrito em 2 Tessalonicenses 2:9;10

    A esse cuja a vinda é segundo a eficácia de Satanás, com tod o poder, e sinais, e prodígio de mentira,
    e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque nãor eceberam o amor da verdade´para se salvarem.

    e continua:

    E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.

    Isso só prova que Deus libertará Satanás, e que Deus tem poder sobre o mal que é Satanás e ele liberta-o quando quer muitas vezes para trazer juízo e a espada sobre a terra, porque andam contrário as leis universais que Deus sempre tentou ensinar de obediência, e amor ao próximo e comunhão.

    Quando não se anda em comunhão se causa uma ruptura, um racha, como aconteceu nos céus uma batalha entre Satanás e seus anjos e Miguel e seus anjos. Descrita em Apocalipse. A mesma acontece com o homem quando não está em comunhão com Deus o universo fica contrário a ele porque ele está andando contrário a Lei de Deus. Porque rebelando o homem contra Deus está fazendo igual a satanás e se tornando seu filho, ou seja, entendemos assim a influência de Satanás na vida do homem.

    Viva o Espírito de Deus, Saudações.

  2. Tiago Says:

    LUCAS, obrigado pelo comentário. O que eu ataco e demonstro é que o Espírito Santo NÃO É uma terceira pessoa divina. E os versículos que vc citou, todos eles, podem ser interpretados sem essa invenção, como vc mesmo parece reconhecer, se entendi bem seu comentário. Quanto a Satanás, que vc cita ao final, esse é outra invenção. Apenas um elemento incorporado de outra cultura, a babilônica. Veja o post sobre Satanás. Está bem fundamentado.

  3. Lucas Says:

    Que eu quero dizer que o Espírito Santo é parte de um mesmo Deus, que é vivo, que faz dele Deus Conosco. Ele é o próprio Deus.

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